02 abril 2016

Conto

 O pêndulo do relógio

Um relojoeiro estava a consertar o pêndulo de um relógio. E eis que, para sua surpresa, viu que o pendulo tomou a palavra para dizer:
- Por favor, senhor relojoeiro, não me conserte. Seria uma acto de amabilidade da sua parte. Imagine só o numero de vezes que tenho de fazer "tic-tac" dia e noite... Imensas vezes a cada minuto durante os sessenta minutos que tem a hora; durante as vinte e quatro horas por dia; durante os 365 dias que o ano tem. Se me conserta, tenho de voltar a trabalhar. Imagine os milhões de "tic-tac" que terei de fazer. Sempre a mesma música. Não consigo suportar tal monotonia.
O relojoeiro, que escutou atentamente o lamento do pêndulo, respondeu com sabedoria:
- Não penses no ontem e no amanhã. O ontem já não existe e o amanhã ainda não chegou. Faz no momento presente, em cada instante, o teu "tic-tac" como se fosse único. O pêndulo aceitou o conselho do relojoeiro e ainda hoje continua a fazer cada "tic-tac" como se fosse o único. E é assim que se sente importante e útil em casa, realizando a sua missão.

Mesmo que a nossa vida nos pareça monótona, o importante é saborear cada instante como sendo único, sem se cansar de viver.

[ Este pequeno conto foi retirado de uma publicação periódica mensal católica que encontrei numa mesa de uma sala de espera.]

21 março 2016

A arte de ajudar


 A vida é tão veloz e ao mesmo tempo tão curta, que certos valores são considerados fúteis e dispensáveis.

O cristão na sua função social, tende a guiar-se por métodos e hábitos instalados que medem os sucesso actual.

Todo o esforço para ajudar alguém é considerado tempo perdido ou até um desperdício.

O pragmatismo contemporâneo olha com desconfiança quando um indivíduo para a sua rotina e pressa generalizada, simplesmente para escutar alguém, ou mesmo interessar-se por algo que outro esteja a efectuar.

Vivemos sós num lugar tão repleto de gente. Quando deparamos com tal situação, pode parecer patético ou ausência de razão ter coragem de fazer algo novo. Mas estamos decididos a importar-nos, a aproximar-nos, a ver de mais perto, a medir o sucesso com outros valores.

Queremos outra vez encontrar a arte de ajudar, aprender com o mestre, Jesus, estar perto para que possamos desenvolver uma capacidade inata a pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus, queremos desenvolver a arte de ajudar.

A melhor arte que a alma humana pode criar é simplesmente ajudar o próximo.

Lucas 10:36-37 "Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos assaltantes?
Ele disse: O que usou de misericórdia para com ele.
Disse Jesus: Vai e faz da mesma maneira."

João Pedro Robalo

Já lá vão mais de seis meses desde que escrevi aqui no Blogue e tenho tido saudades, pois sei que aqui me posso expressar de modo diferente ao que faço diariamente... Tenho vindo a por em ordem coisas antigas e no meio da escolha encontrei um pedaço de um panfleto do inicio do ArtLisboa e quando o li não pude deitar fora sem primeiro o partilhar, pois acho que continua muito actual e de acordo com tudo o que tenho ouvido ultimamente. Por isso aqui fica!!

30 junho 2015

CONCERTO - a não perder

NO LONGER MUSIC no Barreiro , dia 5 de Julho!!!!

23 junho 2015

dias quentes = ideias frescas


Aqui ao pé do rio, aqui vive-se de maneira diferente
Aqui a nossa vida ganha forma e cor

Refresca-se a alma
Vê-se aquele que é simples a passear
Leva-se algum calor e cansaço
traz-se ideias fresquinhas

Vem e desfruta,
Vem e descansa!

Bem Hajas Rio,
Bem Hajas Deus!

29 novembro 2014

update

...muito pouco tempo por aqui, muito tempo pelo FB, não vale, não vale...aqui é que eu gosto mais de escrever e postar coisas, escritos e fotografias.... Mas aqui vai um pouquinho do que se tem feito por aqui ultimamente ;).

primeiras experiências em trapilho

modelo de anfibio by pai e filho

pinturas com rolo e mãos


chão de brincadeira
" O Natal ? Onde 'tá? "
salada de feijão frade e atum

09 setembro 2014

ele há coisas assim

... enquanto amãe estende a roupa o filhote faz uma escultura com as molas de madeira da roupa ;) eheheh !


19 agosto 2014

Faith


... all that we have during these times to grab is faith :) ;) . Waiting on God's promises for our lives!

"Don’t we all have those moments? Something in our lives blindsides us and we wonder, Is what I believe really the truth? Our faith is shaken, and our minds wander to the possibility of no God, no heaven, no purpose.

Faith is more than raising up your hands and praising God for when things work out the way you wanted them to. Faith steps in during those quiet moments of doubt. When it doesn’t make sense, faith is there. It was the same way for so many before us, who didn’t see their promise or the ending coming, and lived by faith still. “He (Moses) regarded disgrace for the sake of Christ as of greater value than the treasures of Egypt, because he was looking ahead to his reward.” (Hebrews 11:26)

Many have gone before us, with nothing but the words from God to guide them along paths that seemed impossible. They may have had their doubts, they all stumbled and continued to sin, but the distinguishing mark in their lives was the clear sign of steadfast faith. It overruled the doubt from themselves and others.

Press on, Sisters. Stay the course, no matter the doubt that creeps in (like it does for each of us at some point!). Turn your eyes to Christ and hold fast to His promises."

in SheReadsTruth

01 agosto 2014

O deserto e a liberdade

Muito BOM! Identifico-me com muito do que é escrito a seguir:
Artigo de Ricardo Barbosa de Sousa

Não é sem motivo que Deus, logo após libertar o povo da escravidão no Egito, os conduziu para o deserto. A passagem pelo deserto era necessária para ajudá-los a deixar para trás a mentalidade da escravidão e a compreender a nova liberdade que Deus lhes estava oferecendo. Quando damos o nosso sim a Deus, ele sempre nos conduz ao deserto.

O nosso deserto não é igual ao das areias do Neguev ou do Saara. Nosso deserto é o lugar onde somos levados a refletir sobre nossas ilusões, as expectativas infantis que nos mantêm alienados, inclusive de pessoas que amamos; os medos que mascaramos ou sublimamos em nossa busca frenética por realização e entretenimento. No deserto, não temos um caminho claro e seguro, nenhuma distração, nada que nos excite. Nele, o futuro é incerto, nos vemos vulneráveis e fragilizados, e experimentamos a força das trevas interiores do medo.

Por outro lado, o deserto é o lugar do encontro com Deus, da rendição do orgulho e da ilusão de sermos senhores do nosso destino. É o lugar da companhia divina, do silêncio diante de Deus, onde a quietude nos ajuda a reconhecer a presença dele. O silêncio que nos torna mais atenciosos à voz de Deus. Para sermos livres, precisamos nos afastar, por um tempo, do mundo dos homens para entrarmos, a sós, no mundo de Deus. Um tempo no qual as paixões, tensões, pressa, vão, lentamente, cedendo espaço para percebermos a realidade à luz da eternidade e restabelecermos o valor correto das coisas. No deserto, reduzimos nossas necessidades àquilo que é essencial.

A enfermeira americana Bronnie Ware escreveu um livro sobre os “cinco maiores arrependimentos ou lamentos de pacientes terminais”. Depois de acompanhar por vários anos estes pacientes, ela listou aquilo que eles gostariam de ter feito e não fizeram, como: ter mais tempo para os amigos e não ter trabalhado tanto. O deserto deles trouxe uma outra dimensão de suas reais necessidades.

Na solidão do deserto, descobrimos a suficiência da graça de Deus. Teresa de Ávila (1515--1582) descreveu num poema sua experiência no deserto:

Nada te perturbe,
Nada te espante.
Tudo passa.
Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
Quem tem a Deus,
Nada lhe falta.
Só Deus basta.

Nossa necessidade primeira é Deus. De tudo o que aprendemos no deserto, a lição mais importante é que aquilo de que mais necessitamos encontramos na comunhão com Deus. A experiência do deserto nos conduz ao autoesvaziamento, ao desapego dos ídolos que nos oferecem a falsa segurança, e à completa submissão a Deus e aos seus caminhos. Aprendemos a ver a vida desde a perspectiva da eternidade, o que nos ajuda a colocar em ordem nossos valores.

A verdadeira liberdade nasce do deserto. Foi no deserto que Jesus reafirmou a identidade dele e seguiu livre para realizar a missão dele em obediência ao Pai. Não precisou usar nenhum artifício para se autopromover. Foi livre para fazer o que tinha de fazer, assumir a cruz e, no fim, morrer. O deserto nos liberta dos falsos deuses, das mentiras e ilusões que nos fazem pessoas controladoras e manipuladoras. Rompe com a falsa sensação de que temos controle sobre o nosso destino. O deserto nos torna pessoas mais verdadeiras, livres, e mais conscientes de nossa total dependência de Deus.

Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de, entre outros, A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja.

31 julho 2014

a dois

 
F_E_L_I_Z 
ANIVERSÁRIO!!
Já lá vão 3 aninhos, muito bem vividos,
altos e baixos, todos temos... passamos de 2 a 3 e que benção
tem sido, vê-lo crescer ...
Bem hajas Deus e bem hajam a todos
que nos tem dado tanto !!

28 julho 2014

ele há coisas assim


Mãe: " -  És um docinho ! "
N. : " - não, nino ! "
Mãe: " um menino ? "
N. : - " ... não N. [nome dele] "

        ----------------------------------

Sentado na cadeira auto ao colocar o sinto :
N. : " - É assim, sim !? "
Mãe : " O B. e a L. não precebiam nada de como se punha o sinto ! "
N. : " - ...cola ! "
Mãe : " - Tem que ir para a escola ? "
N. : " - ...hipe ! "
Mãe : " - jipe, ah, tem de ir para a escola do jipe ? "
N. : " - Sim ! "
        ----------------------------------