17 abril 2020
29 maio 2019
senhora da casa - escrito # 2
Corre, esquece, anota, planeia, dá a volta, anda, varre, enxagua... e volta a aspirar!
Dona de casa onde andas tu?
Quando vais crescer?
Quiseste amar e familia constituir...
Vê, assiste, ouve, ajuda, entende, espera...
...não quer desistir!!
Dona de casa onde está teu sorriso?
Onde é que o deixaste agora que é preciso...
Toca a limpar, toca a arrumar para mais tarde ver tudo fora do lugar...
Chato, muito chato é acabar de limpar e ver sujo outra vez...
Lava, esfrega, limpa, pendura, arruma, escolhe, compra, cozinha, esquece de cuidar...
Minha moçoila onde andas tu? Quando vais parar de tentar ser quem os outros dizem que deves ser?
Quando vais perceber o que te faz viver? Amar?
Engole, esquece de cuidar, experimenta nova receita, cozinha, compra, escolhe, arruma, limpa, esfrega, lava...
Dona de casa quando vais olhar para ti e desabrochar, dar fruto?
És mulher primeiro do que tudo...primeiro do que seres moça do lar, esposa e mãe.
Mas será que nunca o foste?
Ou em algum momento algo te embrulhou de tal modo que deixaste de a encontrar...
Cadê a ponta do novelo? Cadê a tua essência? O teu, o teu, o teu respirar e teu sentir?
Lava, esfrega, limpa, pendura, arruma, escolhe, compra, cozinha, experimenta uma nova receita, dobra, esquece de cuidar, engole, quase a rebentar!
Encontravas-a num lanche e conversa com uma amiga ou num passeio com o teu homem?! Encontravas-a quando recebias amigos em casa num almoço ou jantar?
Encontraste-a quando fazias algo para ajudar uma vizinha?
Quando enviavas uma carta ou encomenda a alguém?
Quando desenhavas ou criavas algo para o quarto do teu filho?!
Chora, rebenta, esquece de cuidar, dobra, experimenta nova receita, cozinha, compra, escolhe, arruma, pendura, limpa, esfrega, lava e tenta sonhar!?
Ouve, pergunta, cala, espera, ralha e só quer relaxar...
Como voltar a encontrar o teu tempo, simplesmente o teu recanto? O teu criar e inventar?
Tenta parar para pensar...mas o novelo volta a crecer...mas em movimento e a fazer tudo, tudo se desenlia!
Então:
Aspira...enxagua, varre, anda, dá a volta, planeia, anota, esquece e volta a correr!
Dona de casa onde andas tu?
Quando vais crescer?
Quiseste amar e familia constituir...
Vê, assiste, ouve, ajuda, entende, espera...
...não quer desistir!!
Dona de casa onde está teu sorriso?
Onde é que o deixaste agora que é preciso...
Toca a limpar, toca a arrumar para mais tarde ver tudo fora do lugar...
Chato, muito chato é acabar de limpar e ver sujo outra vez...
Lava, esfrega, limpa, pendura, arruma, escolhe, compra, cozinha, esquece de cuidar...
Minha moçoila onde andas tu? Quando vais parar de tentar ser quem os outros dizem que deves ser?
Quando vais perceber o que te faz viver? Amar?
Engole, esquece de cuidar, experimenta nova receita, cozinha, compra, escolhe, arruma, limpa, esfrega, lava...
Dona de casa quando vais olhar para ti e desabrochar, dar fruto?
És mulher primeiro do que tudo...primeiro do que seres moça do lar, esposa e mãe.
Mas será que nunca o foste?
Ou em algum momento algo te embrulhou de tal modo que deixaste de a encontrar...
Cadê a ponta do novelo? Cadê a tua essência? O teu, o teu, o teu respirar e teu sentir?
Lava, esfrega, limpa, pendura, arruma, escolhe, compra, cozinha, experimenta uma nova receita, dobra, esquece de cuidar, engole, quase a rebentar!
Encontravas-a num lanche e conversa com uma amiga ou num passeio com o teu homem?! Encontravas-a quando recebias amigos em casa num almoço ou jantar?
Encontraste-a quando fazias algo para ajudar uma vizinha?
Quando enviavas uma carta ou encomenda a alguém?
Quando desenhavas ou criavas algo para o quarto do teu filho?!
Chora, rebenta, esquece de cuidar, dobra, experimenta nova receita, cozinha, compra, escolhe, arruma, pendura, limpa, esfrega, lava e tenta sonhar!?
Ouve, pergunta, cala, espera, ralha e só quer relaxar...
Como voltar a encontrar o teu tempo, simplesmente o teu recanto? O teu criar e inventar?
Tenta parar para pensar...mas o novelo volta a crecer...mas em movimento e a fazer tudo, tudo se desenlia!
Então:
Aspira...enxagua, varre, anda, dá a volta, planeia, anota, esquece e volta a correr!
20 maio 2019
alto mar - escrito # 1
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| in pt.pngtree.com |
Quero remar e chegar a bom porto, mas as ondas tentam afundar o barco; será que alguma vez chegarei ao mar da paz e à ilha do amor?...
Parece que ando em círculos e já naufraguei não sei quantas vezes...
Quero que o sol queime os erros do passado e me faça brotar de novo!!!
Quero andar sobre as àguas e só de Ti esperar o que os outros não me podem dar!
Sê o meu Socorro no meio de toda esta ondulação de emoções e pensamentos!!!
Os meus mantimentos esgotam-se : tenho sede de aconchego e perdão.
Deus meu não me abandones!!! Este mar parece não ter fim!?!
Vem refresca o meu coração e dirige os meus dias de modo que eu possa vir a avistar de novo o farol que nos ilumina no meio do nevoeiro...
Sê o meu Mapa, sê o meu tudo!!! Não encontro forças para remar!!
Já há meses ou anos que não vejo o porto que é o meu refúgio e a terra de descanso e alegria.
As dores parecem tantas que a minha alma ficou esquecida nas profundezas do oceano...
Como voltar à superficie? Como mudar o rumo? Como afastar todas as gaivotas e albatrozes que tentam roubar o pouco peixe que tenho para me alimentar à deriva?
Só Tu entendes o meu grito quando ao longe vejo uma miragem de um navio ou de algo que passa nos ares... Às vezes escondo-me debaixo da única lona que me resta no barco, escondo-me para nem os peixes nem os passáros me verem chorar...
Quero conhecer-Te de tal maneira, que não precisasse mais de procurar no que me rodeia algo para preencher este longo vazio...
Vem Ter comigo neste mar imenso que parece não ter fim...
Vem mostrar-me como e por onde devo seguir..?
Onde foi que me perdi e deixei tudo para trás?
Amor supremo enche a minha vida e as minha palavras!!
Enche o meu reservatório de àgua de modo que eu não venha mais a ter sede...e se tiver saiba onde encontrar!
Vem inundar... e encharcar todo o meu ser com o Teu Amor! E limpa tudo...leva bem para o mais profundo dos mares tudo que é errado em mim! Faz brotar e renova os Teus bons frutos!
Preciso Muito de Ti!!!
inspirado em parte em The Life of Pi
27 outubro 2016
Se a Bíblia falasse
O que transcrevo a seguir ouvi numa rádio cristã e parece ser de 3 de julho de 1947, do “Watchman-Examiner”. O autor imaginou o relacionamento da Bíblia com uma família dita cristã. Eis o diário:
15 de janeiro – Descansei a semana toda. O meu dono leu-me regularmente nas primeiras noites no início deste ano, mas penso que se esqueceu de mim agora.
2 de fevereiro – Limpeza cá em casa. Tiraram o pó de cima de mim, como de outros objetos, e colocaram-me no lugar do costume.
8 de fevereiro – O meu dono usou-me por uns momentos depois do jantar. Estava à procura de alguns textos. Fui à igreja hoje!
2 de abril – Hoje estive bem ocupada. O meu dono tinha de dirigir uma reunião de oração e consultou-me para encontrar algumas passagens. Teve bastante dificuldade de encontrar uma, apesar de ela estar no mesmo lugar.
1º de maio – Estive toda a tarde no colo da avó. Ela está cá de visita. Deixou cair algumas lágrimas sobre Colossenses 2:5-7.
6 de maio – Outra vez no colo da avó esta tarde. Ela gastou a maior parte do tempo a meditar em I Coríntios 13 e nos últimos versículos do capítulo 15.
7, 8 e 9 de maio – No colo da avó todas as tardes. Que sitio confortável! Às vezes ela fala comigo e outras me lê.
10 de maio – A avó voltou para casa hoje. Ela beijou-me e disse-me “adeus”! Estou outra vez no meu lugar de costume.
1º de julho – Fui colocada numa mala entre roupas e outros objetos. Penso que vamos passar alguns dias fora.
10 de julho – Ainda na mala, apesar de quase todas as outras coisas terem sido colocadas noutro lugar do quarto.
15 de julho – Em casa outra vez e no meu lugar do costume. Fiz uma longa viagem. Nem sei por que me levaram consigo… Não saí da mala…
1º de agosto – Que calor! Duas revistas, um romance e um chapéu, tudo em cima de mim. Oh, se eles pelo menos tirassem estas coisas de cima de mim!
10 de setembro – Limpeza. Tiraram-me o pó e fui colocada no meu lugar para um longo descanso…
Se tua Bíblia “falasse”, que diria ela? Quantas vezes a tens usado? Já leste toda a Bíblia pelo menos uma vez? Já leste tua Bíblia hoje?
“Ponde, pois, estas Minhas palavras no vosso coração e na vossa alma” (Deuteronomio 11:18).
adaptado para Português de Portugal
02 abril 2016
Conto
O pêndulo do relógio
Um relojoeiro estava a consertar o pêndulo de um relógio. E eis que, para sua surpresa, viu que o pendulo tomou a palavra para dizer:
- Por favor, senhor relojoeiro, não me conserte. Seria uma acto de amabilidade da sua parte. Imagine só o numero de vezes que tenho de fazer "tic-tac" dia e noite... Imensas vezes a cada minuto durante os sessenta minutos que tem a hora; durante as vinte e quatro horas por dia; durante os 365 dias que o ano tem. Se me conserta, tenho de voltar a trabalhar. Imagine os milhões de "tic-tac" que terei de fazer. Sempre a mesma música. Não consigo suportar tal monotonia.
O relojoeiro, que escutou atentamente o lamento do pêndulo, respondeu com sabedoria:
- Não penses no ontem e no amanhã. O ontem já não existe e o amanhã ainda não chegou. Faz no momento presente, em cada instante, o teu "tic-tac" como se fosse único. O pêndulo aceitou o conselho do relojoeiro e ainda hoje continua a fazer cada "tic-tac" como se fosse o único. E é assim que se sente importante e útil em casa, realizando a sua missão.
Mesmo que a nossa vida nos pareça monótona, o importante é saborear cada instante como sendo único, sem se cansar de viver.
[ Este pequeno conto foi retirado de uma publicação periódica mensal católica que encontrei numa mesa de uma sala de espera.]
Um relojoeiro estava a consertar o pêndulo de um relógio. E eis que, para sua surpresa, viu que o pendulo tomou a palavra para dizer:
- Por favor, senhor relojoeiro, não me conserte. Seria uma acto de amabilidade da sua parte. Imagine só o numero de vezes que tenho de fazer "tic-tac" dia e noite... Imensas vezes a cada minuto durante os sessenta minutos que tem a hora; durante as vinte e quatro horas por dia; durante os 365 dias que o ano tem. Se me conserta, tenho de voltar a trabalhar. Imagine os milhões de "tic-tac" que terei de fazer. Sempre a mesma música. Não consigo suportar tal monotonia.
O relojoeiro, que escutou atentamente o lamento do pêndulo, respondeu com sabedoria:
- Não penses no ontem e no amanhã. O ontem já não existe e o amanhã ainda não chegou. Faz no momento presente, em cada instante, o teu "tic-tac" como se fosse único. O pêndulo aceitou o conselho do relojoeiro e ainda hoje continua a fazer cada "tic-tac" como se fosse o único. E é assim que se sente importante e útil em casa, realizando a sua missão.
Mesmo que a nossa vida nos pareça monótona, o importante é saborear cada instante como sendo único, sem se cansar de viver.
[ Este pequeno conto foi retirado de uma publicação periódica mensal católica que encontrei numa mesa de uma sala de espera.]
21 março 2016
A arte de ajudar
A vida é tão veloz e ao mesmo tempo tão curta, que certos valores são considerados fúteis e dispensáveis.
O cristão na sua função social, tende a guiar-se por métodos e hábitos instalados que medem os sucesso actual.
Todo o esforço para ajudar alguém é considerado tempo perdido ou até um desperdício.
O pragmatismo contemporâneo olha com desconfiança quando um indivíduo para a sua rotina e pressa generalizada, simplesmente para escutar alguém, ou mesmo interessar-se por algo que outro esteja a efectuar.
Vivemos sós num lugar tão repleto de gente. Quando deparamos com tal situação, pode parecer patético ou ausência de razão ter coragem de fazer algo novo. Mas estamos decididos a importar-nos, a aproximar-nos, a ver de mais perto, a medir o sucesso com outros valores.
Queremos outra vez encontrar a arte de ajudar, aprender com o mestre, Jesus, estar perto para que possamos desenvolver uma capacidade inata a pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus, queremos desenvolver a arte de ajudar.
A melhor arte que a alma humana pode criar é simplesmente ajudar o próximo.
Lucas 10:36-37 "Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos assaltantes?
Ele disse: O que usou de misericórdia para com ele.
Disse Jesus: Vai e faz da mesma maneira."
João Pedro Robalo
Já lá vão mais de seis meses desde que escrevi aqui no Blogue e tenho tido saudades, pois sei que aqui me posso expressar de modo diferente ao que faço diariamente... Tenho vindo a por em ordem coisas antigas e no meio da escolha encontrei um pedaço de um panfleto do inicio do ArtLisboa e quando o li não pude deitar fora sem primeiro o partilhar, pois acho que continua muito actual e de acordo com tudo o que tenho ouvido ultimamente. Por isso aqui fica!!
30 junho 2015
23 junho 2015
dias quentes = ideias frescas
Aqui ao pé do rio, aqui vive-se de maneira diferente
Aqui a nossa vida ganha forma e cor
Refresca-se a alma
Vê-se aquele que é simples a passear
Leva-se algum calor e cansaço
traz-se ideias fresquinhas
Vem e desfruta,
Vem e descansa!
Vem e desfruta,
Vem e descansa!
Bem Hajas Rio,
Bem Hajas Deus!
Bem Hajas Deus!
29 novembro 2014
update
...muito pouco tempo por aqui, muito tempo pelo FB, não vale, não vale...aqui é que eu gosto mais de escrever e postar coisas, escritos e fotografias.... Mas aqui vai um pouquinho do que se tem feito por aqui ultimamente ;).
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| primeiras experiências em trapilho |
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| modelo de anfibio by pai e filho |
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| pinturas com rolo e mãos |
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| chão de brincadeira |
| " O Natal ? Onde 'tá? " |
![]() |
| salada de feijão frade e atum |
09 setembro 2014
ele há coisas assim
... enquanto amãe estende a roupa o filhote faz uma escultura com as molas de madeira da roupa ;) eheheh !
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