Perto da esquina, meia esquina de pedra, meio banco no ângulo do barracão do moinho de maré, estava uma cana, peguei e comecei a desenhar na terra na tentativa de trazer cá para fora as minhas preocupações do momento através de pequenos símbolos desenhados... rapidamente me fartei e apaguei os desenhos com movimentos bruscos e rápidos com a cana rente ao chão... entretanto reparei nas pobres das formigas que ainda há segundos seguiam o seu alegre carreiro e que no momento ficaram completamente à nora com tanto ruído e agitação de pequenos grãos de terra por todo o lado. Pensei : " Coitadas! Ops... Ya mas ao mesmo tempo assim somos nós, muito certinhos e dereitinhos no nosso caminho e se de repente algo exterior e estranho vêm e faz barulho, já andamos às aranhas sem saber por onde ir!?".







