28 outubro 2005

U

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens!
Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!

Trovante : Ser Poeta (Perdidamente)
Música:
João Gil
Letra: Florbela Espanca
In: "Terra Firme" 87

5 comentários:

Paula disse...

É impossível ler essa letra sem cantarolá-la!
Estás de volta! Já tinha saudades!

Flá Mendes disse...

sou tão apaixonada por esta música, quanto gosto do meu marido...
esta música conheci quando começamos a namorar e ele apresentou-me a música e poesia portuguesa...
enfim, não é só uma música, mas todas as lembranças que ela consegue evocar!!!

sherazade disse...

Bem vinda! Já estava a pensar que nunca mais davas notícias! Mmmm... é impressão minha ou há love no ar? Bjinhos gandes!

Anónimo disse...

Como são palavras que inspiram na adoração a Deus...
abraço do norte (Porto-www.adporto.net).
rubensalvador@gmail.com

cxp disse...

...e é mesmo em relação a Ele q a dedico sempre q a canto ou me lembro dela